DIVALDO PEREIRA FRANCO - ORADOR ESPÍRITA BAIANO
A EDUCAÇÃO PARA A PLENITUDE DO SER
Narra-se que o extraordinário orador ateniense Licurgo
um convite para falar sobre a educação. Depois de haver reflexionado,
o mestre da oratória solicitou à comissão que lhe concedesse seis meses
para preparar o tema.
Na oportunidade estabelecida, no imenso anfiteatro de Atenas, Licurgo
apresentou-se, levando algumas jaulas, nas quais estavam dois cães e duas
pequenas lebres.
Antes de emitir qualquer conceito, o admirável filósofo, que era psicó-
logo, abriu uma das jaulas e libertou uma lebre; ato contínuo, abriu outra jaula
e libertou um mastim. O cão desesperado saiu em desabalada correria e,
caçando a lebre, surpreendeu-a, estraçalhando-a, diante da multidão comovida.
Ainda não terminara aquele impacto perturbador, quando Licurgo abriu
1, recebeu oportunamente uma outra jaula e libertou outra lebre, abriu ainda mais uma e libertou outro
cão. Dominadas pela cena grotesca de antes, as pessoas aguardavam que
se repetisse a cena deprimente. Para surpresa geral, o cão acercou-se da
lebre e começou a brincar com solidariedade. A pequenina lebre também, por
sua vez, acercou-se do animal e começou a lamber-lhe as patas e, como dois
amigos, estiveram deitando e rolando no solo.
Ante a emoção que tomou conta de todos, Licurgo começou a sua peça
de oratória dizendo:
a mesma alimentação. A diferença entre o primeiro e o segundo é que o
segundo foi EDUCADO, o primeiro, não.
Aí estava demonstrada, de maneira incontestável, a excelência da EDUCAÇÃO.
- Os dois cães são da mesma raça, têm a mesma idade, receberam
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