sábado, 19 de novembro de 2011

Poema Cubista - ao Prof. e Sociólogo Edir Jesus - meu dileto amigo:

SALA COM MAÇÃ AO CENTRO
(poema socialmente engajado)

Onde nada pode
supor
             Uma fruta
Inacabada,
              Ela habita
mesmo de fruta:
sugestiva,
               porém vaga.

Se se supõe
              que é fruta,
ainda que incompleta,
pela ausência
               ao paladar
é que Ela
               se projeta.

Se alguém sonha
que a fruta
                de manhã
se desintegra,
                 Ela instaura
seu sabor
                 e ao gosto
se revela.

Mas corrompe, com
              o habitar,
a Sala (seu habitat)
que de tanto
                   a abrigar
se torna
            a Coisa abrigada;

Depois, a fruta
ou a sala
             (ambas, quem sabe?)
sugerem N A D A:

maçã em sala branca
(alimento e habitação).

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